Meu nome é Sofia. Tenho 1,75 m de altura e um corpo que, embora já tenha visto dias melhores, continua arrancando comentários exaltados do pessoal da obra aqui do lado de casa. Ter muita bunda e peito, além de cintura bem marcada comove os rapazes. Acho que o cabelo longo e uma expressão meio esnobe também tem o seu público. Escrevo para dizer que sempre gostei de escrever. E outra atividade que também me agrada bastante é sexo. Resolvi, então, unir os dois e escrever sobre sexo. Embora não tenha tido um número vertiginoso de parceiros ao longo da minha não muito longa vida, tive boas experiências. Minhas amigas sempre se divertem com meus relatos. “Porque você não escreve um livro?” me perguntou uma colega outro dia. Para ser roteirista de filme pornô não devo levar muito jeito, nem mesmo para aqueles que tem a chamada na capa “com história”.
Passei, então, a pensar em como seria esse livro. Eu poderia escrever uma auto-biografia sexual. Achei a idéia ótima. Costumo gostar das minhas próprias idéias. Mas contar assim, sem saber para quem e com que propósito, é tão sem graça... Então imaginei a seguinte situação: desejo perdidamente um homem. Mas esse homem, vamos chamá-lo de Jorge, está fora do meu alcance por algum motivo insondável. Talvez ele seja casado e um fiel contumaz, incapaz de trair sua esposa. Talvez eu não o agrade, ou nunca tenha sabido seduzi-lo. O fato é que nunca nos conhecemos carnalmente. Como último recurso o que farei? Descreverei minhas experiências sexuais para ele, na esperança de que, envolvido pela minha criatividade, habilidade, dedicação a ele, quem sabe, Jorge resolva me comer.
Então começo esta “porno-biografia” pelo começo. Perdi minha virgindade ainda criança porque, ao que tudo indica, sempre fui bem taradinha. Nasci assim. Uma das minhas primeiras lembranças que tenho é a da sensação maravilhosa que sentia quando apertava com força um travesseiro entre as pernas, contraindo os músculos da xoxota (era como eu chamava a boceta naquela época). Como o gozo me surpreendeu! Por muito tempo achei que eu fosse anormal, que havia algo de errado comigo, que as outras pessoas não podiam sentir aquilo também. Ninguém falava sobre aquilo, nem minhas coleguinas nem os adultos.
Hoje eu acho ótimo que tenha começado tão cedo. Pois não há nada como o olhar de satisfação do homem que escolho para me entregar. Ter sempre estado em contato com o meu corpo me fez também ficar atenta para o do homem, e descobrir que sexo não se faz casualmente. Sexo é comprometimento, é engajamento político, é melhorar a minha própria vida e a dele (sua, Jorge). Nem que seja só por uma noite.
Mas vamos à história. Eu tinha só 12 aninhos. E era completamente apaixonada por um coleguinha do meu prédio, o Ricardo. Numa aprazível tarde do mês de agosto eu faltara a escola porque estava um pouco febril. Toca a campainha. Ricardo estava do outro lado da porta. Fiquei feliz por ele me procurar. Abri e ele entrou com uma expressão seriíssima, dizendo que tinha um assunto muito importante para tratar comigo. Eu tinha me declarado pra ele há pouco tempo, e fiquei animada, certa de que o tal assunto era um pedido de namoro. Mas nos nunca havíamos sequer nos beijado. Esperei pelo beijo, já sentada no sofá da sala. O assunto era outro, no entanto. Ele disse que se eu o amava de verdade, tinha que transar com ele sem exigir nada em troca, nenhum compromisso. Ele sabia que eu era virgem, claro. Era ainda uma menininha, mas ele não se importava. Disse que eu tinha corpo de mulher gostosa, e queria me comer. Eu precisava provar pra ele que meu amor era verdadeiro, ele afirmou.
Pensei que aquela era a única maneira de tê-lo para mim, nem que fosse por pouco tempo. Então consenti, dizendo que ele poderia transar comigo. Mas, é claro, eu não fazia muita idéia de como se transava. Como se transa? Eu sabia que o pênis devia ser introduzido na vagina, e só. Mas como se fazia isso? Com a mão? Mistério! Então pedi pra ele me ensinar. Ele era virgem também. Teríamos que aprender juntos. Ele começou a me beijar com muita violência, e eu me assustei. Não era em nada parecido com os outros beijos que já havia ganhado. Era como se a língua dele fosse feita de algo muito quente, que deixava o interior da minha boca marcado. Aquele beijo cheio de tesão provocou em mim um efeito que não me era de todo desconhecido. Senti minha bucetinha umedecendo e pulsando.
Ele, então, começou a arrancar minha roupa fora. Primeiro meu short, depois minha camiseta. Meus seios eram tão pequenos naquela época que eu nem usava sutiã. E Ricardo os acariciou de forma rude, me machucando. Os colocava na boca e chupava, me causando dor. Mas essa dor também me dava prazer. Eu, então, desajeitada ainda, tirei sua camisa. Ele tirou a bermuda tão depressa que eu nem percebi. Foi a primeira vez que eu vi um corpo de homem com aquele novo olhar, porque lá estava o pau, duro, entre as pernas. A principio achei aquilo engraçado, toquei nele meio sem jeito, sem saber direito o que fazer. Ele me mostrou, colocando a mão dele sobre a minha e levando-a de um lado para o outro. Então era assim que os meninos faziam!
Eu estava cheia de vergonha e morta de medo. Nos não trocávamos uma só palavra. Foi então que ele tirou minha calcinha toda molhada e me deitou na cama. Enfiou um dedo na minha xoxota e perguntou se doía. Eu disse que não. “Então vou colocar meu pau. Fica quietinha pros vizinhos não escutarem.” Ele abriu minhas pernas e começou a tatear com o pau na mão, tentando acertar um caminho ainda virgem. Mas ele não conseguia, e machucava meus lábios com a força que fazia. Eu tive que perder um pouco da vergonha que me paralisava para me decidir para conduzir o pau dele para dentro de mim. Enquanto ele estava só na entradinha, não doeu muito. Mas ele começou a fazer força para introduzir mais profundamente. Quanta dor! Eu estava tão nervosa.... comecei a chorar. Pelo a ele, pelo amor de deus, pra parar, porque eu estava com medo.Ele tirou o pau de dentro de mim e me lançou um olhar severo. “Agora que a gente começou não dá mais pra parar. Dói só na hora de eu tirar teu cabaço. Depois você vai achar até bom.”
Ele começou a acariciar meus seios pequeninos e a morde os biquinhos, passar a mão no meu bumbum, enquanto eu tentava reproduzir no seu pau o movimento de vai e vem que ele me ensinara. Sentiu mais uma vez minha xoxota com o dedo, pra ver se eu estava molhada, e mais uma vez, tentou me penetrar. Dessa vez o pau achou o caminho, e eu quase enlouqueci de dor, porque ele meteu tudo de uma vez, fazendo um movimento brusco com a cintura. Eu juro que senti algo se rompendo dentro de mim. Então começou aquele movimento de tirar e botar, cada vez mais rápido, mais rápido, mais rápido. E eu chorava e gemia ao mesmo tempo, enquanto abraçava-o com força, sentindo ele meu naquele instante. Meus gemidos eram abafados pela mão dele, que pressionava minha boca com força.
Comecei a relaxar. E senti um prazer diferente, gostoso, mas que, descobri depois, não era ainda um orgasmo. Foi ai que ele soltou um gripo como eu jamais ouvira antes: ele havia gozado dentro de mim. Acabara. Eu não era mais virgem.
Essa primeira experiência serviu para me mostrar muita coisa. Naquele momento, no entanto, só pensava que teria que lavar o lençol sujo de sangue antes que meus pais chegassem em casa. Mas, bem mais tarde, orgulhei-me do que fiz tão cedo na vida. Ajudou-me a ser uma amante melhor. Ajudou-me a, quem sabe, satisfazer o Jorge.
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