quinta-feira, 30 de junho de 2011

A parede


Era lua cheia. Fazia frio. Estava escuro. Os quatro amigos bebiam vinho barato na casa em construção. Lá pela terceira garrafa decidiram ocupar suas mentes ébrias com o jogo da verdade. Todas as perguntas, claro, giravam em torno de sexo. Buscavam a verdade no sexo, pobres jovens. Ou sábios, quem sabe.
Mateus e Camila sabiam porque estavam ali: para servirem como coadjuvantes na sedução de Ana, cujo alvo era Gustavo. Gustavo e Ana tinham o que pode se chamar de história acidentada. Conheciam-se já há alguns anos. A atração entre eles surgiu com o convívio. Mas, por conta dos descaminhos da vida, passaram muito tempo sem agir a respeito. Até que, talvez um ano antes, protagonizaram alguns encontros casuais. Beijos e amassos, nada mais. Então chegou a noite fria de lua cheia, vinho e jogo da verdade.
É necessário esclarecer ao leitor que Ana era impaciente. Criara o hábito salutar ainda na adolescência de, como ela dizia, “completar o serviço”. Por esta vetusta expressão referia-se a, tendo em mãos (não necessariamente em mãos, caríssimo leitor) um caralho, fazê-lo gozar. Ela nunca conseguira entender por completo suas congêneres que atiçavam, prometiam, e não “completavam o serviço”. A noção de “só na portinha”, para ela, não fazia qualquer sentido. “Só na portinha o caralho!”, esbravejou ela no boteco da esquina uma tarde, já bêbada. E era exatamente isso, claro, que ela não queria na portinha: o caralho.
A impaciência de Ana a levara a agilizar a situação. Afinal, era necessário completar o serviço! Camila, amiga de longa data, sugerira o jogo da verdade. A garrafa rodou no chão de cimento batido da casa em construção. “Mateus pergunta pra Ana!”, disse Camila, eufórica. “Aninham...”, deixou no ar Mateus, que terminava onze entre dez palavras em “am”, como um bom viado carioca. “O que você faz pra conseguir o homem que quer?” Viado adora saber como mulher faz pra conseguir homem, não é verdade, dileto leitor?
“Nossa, que pergunta profunda”, disse Ana, tentando ganhar tempo para pensar no que iria dizer. Ela precisava dar a resposta certeira para garantir o resto da noite. “Ultimamente tenho tentado uma receita nova. Escrevo uma poesia pro cara e uso meu pretinho básico.” Ela havia dado, alguns meses antes, uma bela poesia para Gustavo, sobre a vida e a Vida, ou algo do gênero. Se era bela mesmo, ninguém sabe. Ou melhor, só o Gustavo, que nunca se pronunciou sobre os dotes literários da moça. Já o vestido preto, que a vestia no dia de lua cheia, emoldurando seu corpo bem feito, logo seria jogado displicentemente no chão de cimento da casa em construção. A resposta, portanto, era a correta.
Abriu-se a quarta garrafa de vinho. A lua já estava no meio do céu. As perguntas eram incongruentes aquela altura. E o frio nenhum dos quatro sentia mais. Caso o leitor seja de fino trato, é bom saber que vinho de quinta categoria esquenta o corpo (e o coração) rápido. Mateus precisava ir, trabalharia no dia seguinte. Camila foi atender ao telefone na sua casa, contígua, no mesmo terreno, àquela em que se encontravam, ainda pela metade. Ficaram Gustavo e Ana. Ficaram, mais beijos e amassos. Mas não apenas. Ana, cheia de senso de dever, pensou: “É hoje que eu completo o meu serviço.”
Gustavo, embora rapaz de muitas idéias, deixava a desejar nas ações. E, naquele momento, deixava Ana a lhe desejar. Aflita com a demora, Ana teve que beijá-lo. E o beijo era quente. A língua dura e aventureira dele contradizia sua falta de iniciativa. A espera, o vinho e a lua cheia levaram Ana a afirmar, quase ordenar: “Eu quero que você me coma agora.” Levantaram-se do banco de madeira em que estavam sentados. Para onde iriam? “E a Camila?”, ele perguntou. “Você acha que ela vai voltar...” O tom de Ana trazia implícito um “não” maroto, acompanhado por um sorriso safado. Ele entendeu.
Mas a pergunta ficou na mente dos dois: aonde iriam? Pela falta de dinheiro, pela falta de carro, pela pressa de se possuírem, Ana e Gustavo não pensaram em motel. Mas será que Gustavo não sugeriu essa alternativa porque não dava à Ana o status de “mulher de se comer em motel”? Seria Ana, para Gustavo, merecedora apenas de ar livre, de uma rapidinha no beco? Mas essas perguntas Ana só se colocaria depois. Naquela hora queria Gustavo com urgência. Saíram do cômodo onde estavam, uma espécie de sala, e se encaminharam para o interior da casa. Estavam em um labirinto escuro. Não se enxergava um palmo diante do nariz, enquanto ela o puxava pela mão para lugar nenhum.
Uma réstia de luar entrava pelo buraco em que um dia haveria uma janela. No cômodo havia só chão de cimento e paredes nuas, ainda sem reboco, tijolos aparentes. Ela se encostou na parede mais próxima e o puxou para si. O beijo quente, a língua dura. No escuro, exploraram-se. Ela queria sentir a pele morna dele, que luzia, empatando em alvura com o luar. E a pele dele era macia. A bunda de Gustavo nunca mais se apagaria da memória tátil de Ana. Havia sido esculpida por Oxalá. Epiê babá! Uma bunda dura, máscula, carnuda e de pele macia como o resto do seu corpo. Se víssemos os gestos de Gustavo naquele momento, poderíamos imaginar que ele achava o mesmo dos seios de Ana, porque, depois de acariciá-los com gosto, colocou-os na boca e usou sua língua dura para experimentá-los.
Se a língua era dura, o pau de Gustavo parecia querer sair da própria pele. Depois, comentando o ocorrido com Camila, Ana forjaria a expressão “pau mítico”, e muito teorizaria sobre seus efeitos. O caso é que o pau de Gustavo, entumecido, túrgico, liso, macio, proporcional, era bonito. Um belo pau. Um pau modelo. Enfim, uma lenda urbana, rural, universal... um pau mítico. Masturbar o pau de Gustavo era pouco, Ana queria senti-lo de todas as formas que pudessem agradá-la. Ajoelhou-se aos pés do rapaz, no cimento que a machucaria dentro em pouco, desceu suas calças e cueca com pressa e, segurando-lhe o membro com ambas as mãos, introduziu-o na boca como se fosse o último sonho da padaria. Gustavo foi degustado, é essa a melhor palavra. O esmero com que Ana ia e vinha, lambia, chupava o rapaz, era imprecedente. Um pau mítico merecia um boquete lendário.
Gustavo gemia baixo e suave. Para Ana, os gemidos eram um incentivo e um elogio. Mas ele não podia gozar ainda. “Levanta, eu quero sentir você.”. A voz de Gustavo soou mais grave e doce aos ouvidos de Ana. Em pé, foi empurrada para a parede nua de tijolos e, ali estando, foi desnudada. Lá se ia o pretinho básico, displicentemente, para o chão. Gustavo, meticuloso, tirou sua calcinha, enquanto inseria seu dedo indicador na boca de Ana, que o chupou, lembrando-a de agarrar o pau do moço e começar mais uma vez seus movimentos delicados e firmes. Em questão de instantes, Gustavo moveu seu dedo, enfiando-o vagaroso, tateante, na boceta de Ana. Leitor, ela gemeu, e ele também. Veio dela a ordem: “Quero mais.” O indicador e o médio entraram nela. “Apertadinha.”
Ela havia quase se esquecido dos movimentos de sua mão apertando o belo e mítico pau.  E resolveu: “Eu quero sentir seu pau dentro de mim.” Nesse ponto, nossos heróis se depararam com dois problemas, cada qual afligindo-se com o seu: “Esse cara é bonito demais, deve pegar gente demais, onde está a camisinha?”; “Gostosa, mas alta demais. Como vou comer essa mulher assim, na parede, de pé?”. Falaram ao mesmo tempo: “Você tem camisinha?” “Abre mais as pernas.” Riram. Ele pegou a carteira no bolso da calça caída no chão, tirou a camisinha e rasgou o invólucro com os dentes. Ela retirou a borracha com cheiro de uva (!) da mão dele, abaixou-se, colocou na ponta redonda e lisa do pau, e começou a desenrolá-la com a boca. Suspirou Gustavo, enalteceu-se Ana. As mãos dele repousavam nos cabelos dela, fazendo-lhes carícias, como a uma criança.
Quando ela se levantou, mais uma vez foi empurrada na parede. Ele tentou penetrá-la, mas a posição era ingrata. Um desejo interrompido. Ele a virou de costas brutalmente. “Abaixa”. Ela colocou as mãos na parede, dobrando-se, exibindo-se para ele. Então sentiu a dureza do membro dele abrindo-a com calma. “Você é tão apertadinha...” ela sorriu, para ninguém, e retribuiu entrando na cadência lenta das investidas dele. Ana esqueceu-se do escuro, dos tijolos ásperos que marcavam-lhe as palmas, e gemeu alto. “Mete, Gus.” Nem pedido, nem sugestão: ordem. “Eu quero sentir seu pau até o talo.” Os movimentos dele se aceleraram, e os rebolados dela também.
Ela nunca havia gozado sem ter o parceiro olhando para o seu rosto. Mas talvez dessa vez fosse diferente. Não foi. Debruçando-se sobre ela, agarrando seus seios com força, ele a levantou. Posição impossível. “Eu quero te comer no chão.” O primeiro pedido dele não podia ser recusado. Ela cobriu o chão com o tal pretinho básico e se deitou, sentindo sob si o cimento frio. Condoeu-se dele, que teria que se apoiar nos joelhos e pensou “Foda-se”. Fodam-se os joelhos de Gustavo. Ela o queria em cima. E para aumentar ainda mais o desconforto do moço, colocou sobre os seus ombros as pernas abertas. Queria sentir todo aquele pau dentro dela. Em instantes, sentiu o saco batendo na região anatomicamente conhecida como terra de ninguém. Ele invadia lugares recônditos, molhados e escuros.
Ela sentiu se aproximar o turbilhão que precedia o orgasmo. Aumentou o requebrado no pau de Gustavo, segurou firme aquela deliciosa bunda, controlando os movimentos dele... e gozou. Ronronava como uma gata. Ele, como a cumprimentando pelo orgasmo, disse, com voz rouca: “Gostosa.” Mas ele não parou. Ela já havia baixado as pernas e ressuscitava lentamente daquela grande pequena morte. O torpor começava a deixá-la quando decidiu: “Me come de quatro.” Esperançoso, ele perguntou: “Vai me dar o cuzinho.” Ela riu, debochada: “Claro que não.” O “cuzinho” era uma história totalmente diferente.
Sentiu-se protegida pela caridosa luz do luar, que não permitia que ele a visse naquela posição. Embora a excitasse estar de quatro, não lhe era de todo agradável ficar onde não estava em controle. Mas queria sentir as mãos dele agarrando-lhe a cintura. E foi o foi o que ele fez, tentando discernir no escuro os contornos sinuosos de Ana. Apurou a vista e viu o que queria: uma bunda enorme e bem moldada, sob a qual se perdia seu membro, que penetrava cadenciado as partes da moça. Assim, pensando que Ana estava submetida ao seu controle, ele gozou. E ela ouviu o som suave, mas eloqüente, que se desprendeu dos lábios de Gustavo. Ele gozara.
Os joelhos doloridos não a incomodaram quando ele, mais uma vez, debruçou-se sobre ela e lhe ofertou um beijo ao pé do ouvido. Ela se deitou no cimento, e ele, ao lado dela, abraçou-a. Ambos ignoraram as irregularidades do chão, e o próprio fato de que deitavam no chão, em uma casa em construção. Ali ficaram por dez minutos. Ou teriam sido duas horas? “Eu acho melhor a gente ir. A Camila vai desconfiar.” Disse, ingênuo, Gustavo. Vestiram-se, sem trocar palavra.
No improviso de sala, restava ainda metade da quarta garrafa de vinho barato. Em pé, beberam. “Você é tão lindo.” “E você é macia.” Saíram, ela comentou o luar, com alguma poesia. Despediram-se com um beijo bom. Ela escreveria um poema a respeito, inspirada pela lua. Ele colecionou mais uma figurinha. Encontrar-se-iam novamente, em meio a figurinhas e poesias?

A porno-biografia de Sofia


Meu nome é Sofia. Tenho 1,75 m de altura e um corpo que, embora já tenha visto dias melhores, continua arrancando comentários exaltados do pessoal da obra aqui do lado de casa. Ter muita bunda e peito, além de cintura bem marcada comove os rapazes. Acho que o cabelo longo e uma expressão meio esnobe também tem o seu público. Escrevo para dizer que sempre gostei de escrever. E outra atividade que também me agrada bastante é sexo. Resolvi, então, unir os dois e escrever sobre sexo. Embora não tenha tido um número vertiginoso de parceiros ao longo da minha não muito longa vida, tive boas experiências. Minhas amigas sempre se divertem com meus relatos. “Porque você não escreve um livro?” me perguntou uma colega outro dia. Para ser roteirista de filme pornô não devo levar muito jeito, nem mesmo para aqueles que tem a chamada na capa “com história”.
Passei, então, a pensar em como seria esse livro. Eu poderia escrever uma auto-biografia sexual. Achei a idéia ótima. Costumo gostar das minhas próprias idéias. Mas contar assim, sem saber para quem e com que propósito, é tão sem graça... Então imaginei a seguinte situação: desejo perdidamente um homem. Mas esse homem, vamos chamá-lo de Jorge, está fora do meu alcance por algum motivo insondável. Talvez ele seja casado e um fiel contumaz, incapaz de trair sua esposa. Talvez eu não o agrade, ou nunca tenha sabido seduzi-lo. O fato é que nunca nos conhecemos carnalmente. Como último recurso o que farei? Descreverei minhas experiências sexuais para ele, na esperança de que, envolvido pela minha criatividade, habilidade, dedicação a ele, quem sabe, Jorge resolva me comer.
Então começo esta “porno-biografia” pelo começo. Perdi minha virgindade ainda criança porque, ao que tudo indica, sempre fui bem taradinha. Nasci assim. Uma das minhas primeiras lembranças que tenho é a da sensação maravilhosa que sentia quando apertava com força um travesseiro entre as pernas, contraindo os músculos da xoxota (era como eu chamava a boceta naquela época). Como o gozo me surpreendeu! Por muito tempo achei que eu fosse anormal, que havia algo de errado comigo, que as outras pessoas não podiam sentir aquilo também. Ninguém falava sobre aquilo, nem minhas coleguinas nem os adultos.
Hoje eu acho ótimo que tenha começado tão cedo. Pois não há nada como o olhar de satisfação do homem que escolho para me entregar. Ter sempre estado em contato com o meu corpo me fez também ficar atenta para o do homem, e descobrir que sexo não se faz casualmente. Sexo é comprometimento, é engajamento político, é melhorar a minha própria vida e a dele (sua, Jorge). Nem que seja só por uma noite.
Mas vamos à história. Eu tinha só 12 aninhos. E era completamente apaixonada por um coleguinha do meu prédio, o Ricardo. Numa aprazível tarde do mês de agosto eu faltara a escola porque estava um pouco febril. Toca a campainha. Ricardo estava do outro lado da porta. Fiquei feliz por ele me procurar. Abri e ele entrou com uma expressão seriíssima, dizendo que tinha um assunto muito importante para tratar comigo. Eu tinha me declarado pra ele há pouco tempo, e fiquei animada, certa de que o tal assunto era um pedido de namoro. Mas nos nunca havíamos sequer nos beijado. Esperei pelo beijo, já sentada no sofá da sala. O assunto era outro, no entanto. Ele disse que se eu o amava de verdade, tinha que transar com ele sem exigir nada em troca, nenhum compromisso. Ele sabia que eu era virgem, claro. Era ainda uma menininha, mas ele não se importava. Disse que eu tinha corpo de mulher gostosa, e queria me comer. Eu precisava provar pra ele que meu amor era verdadeiro, ele afirmou.
Pensei que aquela era a única maneira de tê-lo para mim, nem que fosse por pouco tempo. Então consenti, dizendo que ele poderia transar comigo. Mas, é claro, eu não fazia muita idéia de como se transava. Como se transa? Eu sabia que o pênis devia ser introduzido na vagina, e só. Mas como se fazia isso? Com a mão? Mistério! Então pedi pra ele me ensinar. Ele era virgem também. Teríamos que aprender juntos. Ele começou a me beijar com muita violência, e eu me assustei. Não era em nada parecido com os outros beijos que já havia ganhado. Era como se a língua dele fosse feita de algo muito quente, que deixava o interior da minha boca marcado. Aquele beijo cheio de tesão provocou em mim um efeito que não me era de todo desconhecido. Senti minha bucetinha umedecendo e pulsando.
Ele, então, começou a arrancar minha roupa fora. Primeiro meu short, depois minha camiseta. Meus seios eram tão pequenos naquela época que eu nem usava sutiã. E Ricardo os acariciou de forma rude, me machucando. Os colocava na boca e chupava, me causando dor. Mas essa dor também me dava prazer. Eu, então, desajeitada ainda, tirei sua camisa. Ele tirou a bermuda tão depressa que eu nem percebi. Foi a primeira vez que eu vi um corpo de homem com aquele novo olhar, porque lá estava o pau, duro, entre as pernas. A principio achei aquilo engraçado, toquei nele meio sem jeito, sem saber direito o que fazer. Ele me mostrou, colocando a mão dele sobre a minha e levando-a de um lado para o outro. Então era assim que os meninos faziam!
Eu estava cheia de vergonha e morta de medo. Nos não trocávamos uma só palavra. Foi então que ele tirou minha calcinha toda molhada e me deitou na cama. Enfiou um dedo na minha xoxota e perguntou se doía. Eu disse que não. “Então vou colocar meu pau. Fica quietinha pros vizinhos não escutarem.” Ele abriu minhas pernas e começou a tatear com o pau na mão, tentando acertar um caminho ainda virgem. Mas ele não conseguia, e machucava meus lábios com a força que fazia. Eu tive que perder um pouco da vergonha que me paralisava para me decidir para conduzir o pau dele para dentro de mim. Enquanto ele estava só na entradinha, não doeu muito. Mas ele começou a fazer força para introduzir mais profundamente. Quanta dor! Eu estava tão nervosa.... comecei a chorar. Pelo a ele, pelo amor de deus, pra parar, porque eu estava com medo.Ele tirou o pau de dentro de mim e me lançou um olhar severo. “Agora que a gente começou não dá mais pra parar. Dói só na hora de eu tirar teu cabaço. Depois você vai achar até bom.”
Ele começou a acariciar meus seios pequeninos e a morde os biquinhos, passar a mão no meu bumbum, enquanto eu tentava reproduzir no seu pau o movimento de vai e vem que ele me ensinara. Sentiu mais uma vez minha xoxota com o dedo, pra ver se eu estava molhada, e mais uma vez, tentou me penetrar. Dessa vez o pau achou o caminho, e eu quase enlouqueci de dor, porque ele meteu tudo de uma vez, fazendo um movimento brusco com a cintura. Eu juro que senti algo se rompendo dentro de mim. Então começou aquele movimento de tirar e botar, cada vez mais rápido, mais rápido, mais rápido. E eu chorava e gemia ao mesmo tempo, enquanto abraçava-o com força, sentindo ele meu naquele instante. Meus gemidos eram abafados pela mão dele, que pressionava minha boca com força.
Comecei a relaxar. E senti um prazer diferente, gostoso, mas que, descobri depois, não era ainda um orgasmo. Foi ai que ele soltou um gripo como eu jamais ouvira antes: ele havia gozado dentro de mim. Acabara. Eu não era mais virgem.
Essa primeira experiência serviu para me mostrar muita coisa. Naquele momento, no entanto, só pensava que teria que lavar o lençol sujo de sangue antes que meus pais chegassem em casa. Mas, bem mais tarde, orgulhei-me do que fiz tão cedo na vida. Ajudou-me a ser uma amante melhor. Ajudou-me a, quem sabe, satisfazer o Jorge.

domingo, 26 de junho de 2011

Catarina, Daniel e Ivo

Catarina era minha amiga desde que, de maria-chiquinha, transformávamos sucata em presentes para o dia das mães. Por volta dos doze anos, passáramos a nos interessar seriamente por rapazes. Treinávamos os beijos que daríamos em nossos namoradinhos uma na outra. Aos dezoito anos já tínhamos tido alguns casinhos, quando ela conheceu o Daniel. Formavam um casal bonito e noivaram logo. Ela era alta, morena, tinha cabelos cacheados cumpridos e castanhos, um corpo simplesmente maravilhoso, seios fartos e um bumbum de causar inveja. Era inteligente, também. Tinha acabado de passar em 3º. lugar no vestibular para o curso de Ciências Sociais. Daniel, por sua vez, concluiria o curso de Engenharia Elétrica dali há um ano; Tinha o cabelo ruivo e a pele muito alva, era magro e musculoso. Um bom rapaz.
O relato que passo a tecer me chegou por ela, cheia de remorso. Nem tudo que se lerá, no entanto, ela me disse. Achei por bem interferir nas suas opiniões e impressões. Mas os fatos concretos são de sua lavra.
Comecei a namorar Daniel com 18 anos, há muito já não era virgem, mas ele, com 21, ainda era. Já tínhamos mais de dois anos de namoro quando tudo aconteceu. Estávamos procurando novos lugares pra transar, ele não gostava muito de motel, na minha casa era quase tão impossível quanto na casa dele (ele morava com a mãe e o irmão). Então o pai dele, que morava sozinho na época viajou, e deixou a chave com ele, para ele botar água nas plantas enquanto seu pai, Ivo, estivesse fora. Então lhe dei a idéia:
- Amor, vamos transar na casa do seu pai.
A princípio Daniel não quis, não achava certo, era falta de respeito. Mas eu, safadinha, insisti. Como ele fazia tudo que eu pedia com jeitinho, concordou. Além do mais usei um argumento imbatível: há muito tempo ele queria me amarrar na cama pra fazer amor comigo, mas não conhecíamos nenhuma cama disponível que tivesse um encosto propício para tal, com exceção da cama de seu pai.
Numa tarde de sábado fomos os dois, mortos de tesão, pra casa do pai de Daniel. Chegamos, ele colocou uma musiquinha bem suave e começamos a nos beijar com paixão, sentados no sofá. Sentia a pele quente dele, deslizava minha mão pelo seu corpo definido, sua pele branquinha. Beijava seu pescoço, enquanto ele brincava com meus seios, ainda ocultos pelas roupas. Foi quando mandei que ele se levantasse. Primeiro tirei sua camisa e comecei a beijar seu peito, a lamber seus mamilos, a me esfregar nele. Depois tirei seus sapatos, e suas meias, ajoelhada no chão, como se fosse sua escrava. Fui subindo minha mão para agarrar o caralho grosso e duro de Daniel. Ele podia ser inexperiente, mas sempre teve o dom para a arte do sexo, além de ser muito bem equipado.
Como ficava molhada ao escutar seus gemidos de prazer pelo contato da minha mão com o pau dele. Tirei sua calça e cueca rápido e esfreguei seu pau na minha cara. Ele mandou que eu parasse, e começou a tirar minha roupa. Primeiro minha blusa... mas não quis. Eu mesma me despiria para ele. Tirei a saia, e fiquei só de calcinha e sutiã.
- Vamos, tira logo que eu quero você peladinha pra eu te comer toda.
- Não, primeiro eu vou fazer você gozar na minha cara.
Engoli seu pau de uma vez só, ajoelhada na frente dele. Chupei com muita vontade, lambendo e sugando, recebendo aquela pica deliciosa, engolindo e tirando, cada vez com mais profundidade. Até que ouvi:
- Ai, vou gozar, vou gozar!!
Parei bem na hora que a porra começou a jorrar na minha cara. E ele gritando:
- Aaah, minha putinha, eu te amo.
Enquanto lavava meu rosto, ele foi procurar alguma coisa com o que pudesse me amarrar na cama.
- Só encontrei gravata, Cat.
Usamos a gravata mesmo. Ele queria me amarrar, mas antes que isso acontecesse, eu o amarrei. Joguei meu noivinho na cama e disse:
- Agora sou eu quem mando.
Ele me olhou com um sorriso sacana e disse:
- Você é puta mesmo. Anda, me cavalga.
Falando isso tirou meu sutiã e arrancou minha calcinha totalmente encharcada. Enfiou um dedo na minha bucetinha, com todo cuidado, como ele sempre fazia, como se eu fosse me rasgar, ou me machucar com os toques dele.
- Nossa, minha vadia, você está toda molhadinha. Deixa eu meter meu pau em você, deixa.
Eu não respondi. Forcei seu corpo para que ele ficasse deitado e eu pudesse o amarrar. Cada pulso com um gravata do seu Ivo. Depois de colocar uma camisinha, encaixei minha xoxotinha no cacete dele, aos poucos. Eu estava muito molhada e ele muito duro. Fui descendo meu corpo bem devagarzinho, e ele não parava de levantar a cintura, para apressar a penetração. Quanto mais ele lutava para me penetrar, mais lenta eu era. Até que ele parou e eu sentei com toda a força na sua pica. Ai, que delícia era aquilo. Ele gemia cada vez mais alto, me xingando, dizendo que me amava. Minha bucetinha cada vez se contraia mais, já estava sentindo o gozo chegando quando ouvimos um barulho. Paramos por um segundo, apenas, para logo continuar. Em instantes eu gritava de prazer, gozando forte. Logo depois foi a vez dele. Gozando alto e dizendo meu nome, do jeito que eu gosto. Eu o desamarrei e deitei do seu lado. Nossos corpos suados se abraçaram. Ele disse que me amava, que assim que terminasse a faculdade iríamos casar, blá, blá, blá. Eu o amava sim, mas não a esse ponto. Não queria estragar aquele momento dizendo isso.
Então ele disse:
- Você tem certeza de que não escutou nada?
Não, claro que não, também com o barulho que estávamos fazendo era quase impossível. Bom, tomamos banho (quando paguei mais um boquete pra ele), nos vestimos e fomos pra casa. Duas semanas depois fui a um barzinho com umas amigas e encontrei com o pai de meu noivo. Ele nunca tinha sido muito simpático comigo, mas dessa vez se levantou da mesa onde estava sentado com alguns amigos e veio me cumprimentar. Pensei logo que ele devia estar interessado em alguma das minhas amigas. Mas após cumprimentá-las sentou-se ao meu lado e só conversou comigo, sorrindo muito. Ele disse que o Daniel tinha esquecido uns livros na casa dele na semana anterior e perguntou se eu não poderia ir até lá com ele pra pegar os livros, depois ele me deixaria em casa. Eu topei, afinal ele estava sendo tão simpático, até pagou minha conta.
Chegando lá ele me ofereceu vinho e ligou o som. Aí sim, comecei a achar muito estranho. No carro ele esbarrou algumas vezes na minha perna, enquanto trocava de marcha, mas eu preferi acreditar que ele tivesse bebido um pouco demais. Antes de ir adiante tenho que dizer uma coisa, tenho uma queda por homens mais velhos, eles me excitam muito, e depois o sexo com meu noivo já não era mais o mesmo. Eu sentia que o satisfazia da melhor forma, mas ele já estava ficando sem graça pra mim. Foi por isso que aceitei o vinho de Ivo, porque queria me satisfazer plenamente com um homem mais velho, e ainda por cima proibido.
Ele se sentou ao meu lado e segurou a minha mão.
- Como a sua mão é macia, Catarina.
Eu sorri, e de repente ele ficou sério.
= Eu tenho que te dizer uma coisa. Eu vi você fodendo com meu filho. Cheguei mais cedo da viajem e vi tudo.Eu vi você nua, eu escutei você gozar.
Senti meu rosto quente, devia estar vermelinha naquela hora.
- Não precisa ficar sem graça. Você estava linda. E desde aquele dia não consigo parar de pensar em você.
E me puxou com força para me beijar. Seu beijo era quente e forte, com gosto de álcool, um gosto que me excita muito. Sua barba mal feita arranhava meu rosto. Me entreguei por alguns minutos àquele beijo, enquanto fazia carinho em seus cabelos. Mas de repente quebrei a magia.
- O que você pensa que eu sou? Vou embora agora.
Eu não penso, eu sei que você é uma puta. Por isso nunca aceitei que você namorasse meu filho. Agora você vai dar essa boceta pra mim.
Fiquei assustada, com medo de que ele me violentasse, mas esse pensamento me deu mais tesão ainda. Sentia que minhas coxas já estavam úmidas. Ele me segurou com força e começou a me beijar novamente, consegui me desvencilhar do abraço e lhe dei um tapa. Ele me deu um bem mais forte e disse:
- Agora eu te arrombo, sua vagabunda.
Sentia-me ofendida, mas excitada. Adoro ser tratada como um mero pedaço de carne, pronta a satisfazer o homem que me possuir. Eu comecei a chorar e disse:
- Eu faço o que você quiser, mas não me machuque.
Ele botou a pica pra fora e ordenou:
Chupa, vou gozar na tua boquinha de boquetera e você vai engolir minha porra todinha.
Chupei, a princípio sem muita vontade, mas ele ordenava que eu fizesse direito, senão apanharia, e ele falaria pro meu noivo que eu dei em cima dele. Chupei então com toda a minha arte. Lambia demoradamente, abocanhava toda aquela pica, que era maior do que a do filho dele, mas não tão grossa. Em meio aos gemidos dele escutei:
Engole minha porra, cadela.
E senti o gosto um tanto enjoado da porra dele, o que me deixou ainda mais molhada. Ele me puxou pra que eu ficasse de pé e me conduziu até seu quarto. Lá ele terminou de tirar a roupa e mandou que eu fizesse o mesmo. Sentou na cama e me viu me despir pra ele.
- Que peitão, hein, sua puta, vou mamar tudinho.
E começava a beliscar meus mamilos com força.
- Que barriguinha deliciosa que você tem. Vou gozar nela e você vai espalhar minha porra nesse seu corpo gostoso. Agora vira de costas.
Eu estava só de calcinha e ele a abaixou, me dando tapas na bunda. Botou um dedo na minha xoxota molhadinha e logo o enfiou no meu cuzinho virgem, eu gritei alto.
- Cala boca, piranha. Teu cú eu deixo pra comer mais tarde.
Dei graças a Deus que aquele homem bruto não ia tirar minha virgindade anal. Então foi a minha vez de ser jogada na cama com toda a violência.
Agora é você quem vai ficar a minha mercê.
Abriu a gaveta do criado-mudo e tirou um par de algemas.
- Comprei depois daquele dia só pra te prender. Vou te fuder muito, puta barata.
Suas palavras conseguiam me ofender e humilhar de uma forma que eu nunca tinha sentido antes. Eu chorava, mas nem por isso meu tesão era menor. Ao contrário, nunca tinha sentido tanto tesão. Estava a ponto de explodir. Ele me prendeu e começou a enfiar a chave das algemas na minha boceta, o contato daquele objeto frio era desagradável.
- Se você não parar de chorar, isso vai ser o mais legal que eu vou enfiar nessa boceta arrombada.
Engoli o choro na mesma hora. Ele botou a camisinha ao mesmo tempo que enfiava dois dedos com força na minha boceta. Tirou os dedos e foi encaixando a pica na entrada. Quando já estava na mira, enfiou com tudo.
- Toma minha pica, piranha. Sente um pica de verdade.
E enfiava com cada vez mais força, atingindo os ovários, o que causava uma certa dor. Eu gozei, não pude resistir. Parecia que ia morrer. Gozei forte demais, xingando e dizendo pra ele não parar. O primeiro acabou e logo veio outro. Estava delirando de tanto prazer.
- Isso, vagabunda, goza na minha pica. Tá gostando de ser arrombada, né.
Meus pulsos doíam, meus ovários doíam, meu rosto ardia um pouco por causa do tapa e da barba mal feita dele. Mas eu estava no paraíso. Ele então levantou minha pernas e as apoiou nos ombros dele, me penetrando mais profundamente. Não parava de repetir:
- Puta. Vadia. Você tá gostando de ser arrombada.
Eu rebolava como uma louca, apertava os músculos da vagina pra estrangular o pau dele, pra fazer ele gozar. Eu também dizia:
- Fode a sua puta. Come minha boceta arrombada, come.
Isso o deixava ainda mais louco. Até que ele parou por um instante, e se tremeu todo.
- AAAAAAAHHHHHHHHHH. Ele gozou. Estava todo suado, e despencou em cima de mim. Ele me soltou, e me abraçou, chupando meus seios. Comecei a beijá-lo também. Tirei a camisinha cheia de porra, e comecei a punhetar seu pau.
- Pare, estou cansado. Você vai ficar sendo minha puta de agora em diante.
Ele se levantou e me mandou ir embora, me deu dinheiro. Disse que era para o táxi, mas eu sei que ele queria me humilhar ainda mais.
- Se você disser alguma coisa pro Daniel eu convenço ele de que foi você quem deu em cima de mim.
Falou isso segurando o meu queixo com força, e dando mais um daqueles beijos violentos.
Dali há um ano Catarina e Daniel não estavam mais juntos. E Ivo estava morto. Eu o matei.

O Homem da Minha Vida

Há pelo menos seis anos eu era apaixonada por aquele homem. Já havia feito de um tudo: me pintei, me produzi, emagreci, fiz de amiga, fiz de safada, fiz promessa, dei comida a Exu, a Oxum e a Iemanjá. Parecia que o homem tinha o corpo fechado, porque viado eu sabia que ele não era. A gente era colega de repartição, e eu já tinha ouvido boatos a respeito dele. A Shirley havia me contado em confidência que ele tinha uma amante que o largou porque, além de ter pau pequeno, ele era um poço de DST. Anos depois eu descobri que era a piranha da Shirley que dava pra ele. Bem feito, a piriguete despeitada deve estar até hoje catando chato.
O caso é que nada que eu fazia dava certo. Ele brincava comigo. Aquelas brincadeirinhas, sabe? Frases de duplo sentido, torpedinhos suspeitos, um interesse deslocado pela minha vida amorosa. Sei lá, eu podia até estar viajando se pensasse que ele me queria, mas tinha um clima além do coleguismo comum. Só sei que eu estava ficando tão enlouquecida pelo homem que resolvi me declarar. Imaginei o cenário perfeito: em um dia em que ele saísse mais tarde, eu iria até a sala dele e derramaria meu coração. Ele tinha acabado de ser promovido a gerente. O serão não iria demorar.
Enquanto esperava pela ocasião propícia, me masturbava pensando nele. Tive três namorados ao longo daqueles anos, e todos, enquanto me comiam, transformavam-se nele aos meus olhos. Cheguei até a namorar com um cara que tinha o mesmo nome que ele, só para poder chamá-lo enquanto gozava. E quanto mais orgasmos eu tinha pensando nele, mais eu queria que o pau dele me fizesse gozar. Eu tinha até desenvolvido uma teoria meio mística a que chamara da lei da energia orgásmica. Eu havia lido em uma daquelas revistas de salão de beleza que o orgasmo gera muita energia cósmica. Desenrolei essa idéia e conclui que, se alguém direciona a energia do orgasmo para um desejo, ele acabará se realizando, já que foi fortalecido pela energia cósmica do orgasmo. Entendeu?
E foi pensando em desejos e orgasmos e energia cósmica que o dia chegou. Os colegas foram saindo, saindo, a baranga da Shirley foi pro buraco dela, a secretária dele também. No nosso andar só estávamos eu e ele. Apertei minha medalhinha de Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro e fui até a sala dele. Minhas pernas tremiam, minhas mãos suavam, eu mal conseguia enxergar.
– J..., preciso conversar uma coisa muito importante contigo.
– Ué, F..., você ainda está por ai?
Eu sentei na cadeira diante dele e abri um botão da minha camisa, sem desviar o olhar dele.
– O que você faria se descobrisse que alguém aqui da repartição tá apaixonada por você?
– Demitiria. Ela deve ter algum problema de sanidade mental! – E riu – Tô brincando, mas acho que minha mulher não iria ficar muito feliz, não.
Pois é, esqueci de dizer que ele era casado (há vinte e três anos), com três filhos (Amanda, Renato e Paulo) e sogra morando em casa (dona Inês, que sofria da ciática e fazia um bolo de cenoura maravilhoso). Sim, eu sabia bastante sobre a vida dele. E queria mais que a mulher, a sogra e os três filhos fossem todos para a casa do caralho. Me debrucei por cima da mesa e colei minha boca na dele. Pelo que me pareceu horas, a minha língua pairou sozinha pela boca do homem que, enfim, acanhado, esticou meia língua que encostou na minha. Ai eu me animei, desgrudei da boca dele e dei a volta na mesa. Me abaixei diante dele para pagar o melhor boquete da história da humanidade. Foi quando ele, segurando nos meus ombros, me afastou.
– F..., isso não está certo. Eu sou casado, nós dois somos amigos há tanto tempo. Não tem nada a ver a gente estragar tudo isso.
Eu continuava tentando chegar até o pau dele, e ele segurando os meus ombros. Foram seis anos imaginando aquele cacete na minha mão, na minha boca, dentro de mim. Eu o olhava meio incrédula. Que homem era aquele que recusava um boquete assim, no meio da hora extra?
– Eu quero você, só dessa vez. Me come...
Eu supliquei. Ele passou a mão na minha cabeça, os dedos pelos meus cabelos, e me aproximou da virilha dele, enquanto descia o zíper. O pau estava meio mole e eu resolvi dar-lhe um trato com a mão, enquanto lambia vagarosa, pra ver se o bichinho se animava. Aproveitei para gravar aquele pau na memória, para conhecer o real caralho que, até ali, só vira em sonhos. Era curto e grosso. Quando coloquei o pau dele na boca, ele gemeu alto. Grunhiu. Fez da minha boca uma boceta, levando minha cabeça pra trás e pra frente, segurando forte com as duas mãos. Eu estava a ponto de engasgar quando ele soltou minha cabeça e disse;
– Levanta, que agora eu quero comer tua xana.
Sim, foi essa a expressão que ele usou: xana. Eu achei um pouco ridículo, mas o pau duro dele estava a ponto de me asfixiar, então nem liguei. Eu fiquei de frente pra ele e o beijei. De novo só a metade da língua fazia sua aparição, e ele agarrava meus peitos como se fossem buzinas, me arranhando com as unhas grandes demais.
– Deixa eu ver, tira pra fora.
E eu abaixei o sutiã. Ele ficou olhando e se masturbando. Com a outra mão, apertou os biquinhos com força, um de cada vez, sintonizando um equalizador imaginário. Ele anunciou.
– Tira a calcinha que eu vou meter.
Eu tirei. Mas preocupada, estava nervosa, e as carícias haviam sido tão atrapalhadas, que não me sentia ainda preparada para ser comida. Estava seca. Ele me virou de costas e me deitou sobre a mesa, deixando minha bunda coberta apenas pela saia que eu ainda vestia. Ele levantou minha saia, separou minhas pernas, e tentou colocar o dedo na minha boceta. Demorou um pouco para encontrar a entrada, me machucando com a unha cumprida.
– Não ta molhada, não? Deixa que eu resolvo.
Nem acreditei que aquele homem, por quem eu era apaixonada, iria me chupar. Que bom que eu não acreditei, porque a próxima coisa que senti foi ele levantando mais minha bunda, enquanto cuspia na minha boceta. Que nojo! Mas não tive tempo de dizer nada porque ele colocou a mão na minha boca.
– Você tem cara de quem faz escândalo, mas vai ficar quietinha hoje.
Com a outra mão, ele abria minha boceta. Enfiou o pau de uma vez só. Meu grito saiu abafado pela mão apertada contra a minha boca.
– Ta gostando, né, cachorra?
Quanto mais eu gemia de dor, mais ele achava que estava agradando, e mais forte metia o pau grosso em mim. E repetia sem parar, enquanto me arrombava: “Toma, cachorra.” Eu pensei que ele fosse gozar ali mesmo, mas de repente tirou o pau, e me deixou respirar.
– J... – eu comecei a falar, com a voz fraca.
– Fica quietinha, eu sei o que você quer.
Ele segurou firme pelas laterais da minha bunda, e cuspiu no meu cu.
– J..., por favor, ai não.
– Minha filha, foi você que veio atrás de mim. Não disse que está apaixonada? Então me mostra.
Ele falava e espalhava o cuspe com o dedo. Eu comecei a chorar.
– Olha aqui, piranha, foi você que começou. Agora vai ter que agüentar, e quieta. Ou você quer que todo mundo saiba que você fica se oferecendo por ai?
– Mas você está me machucando. A gente podia deixar isso pra outro dia, em outro lugar.
– Pára de chorar, piranha. Não vai ter outro dia, não. Vou arrombar teu cu agora.
Ele gostava de anunciar o que ia fazer. E fez o que prometeu. Enfiou a rola uma primeira vez, mas entrou só a cabeça. Na segunda vez que ele estocou o pau, eu senti como se meu cu tivesse sido ralado em uma parede de chapisco. Tentei me consolar da dor pensando que aquele era o homem que eu amava. Enquanto isso ele se movimentava pesadamente, tentando abrir caminho por um orifício que até aquela data nunca havia recebido nada além de dedos. Ele arfava atrás de mim, e eu chorava baixinho. “Toma, cachorra.” Ele grunhia sem parar.
A dor era tanta que mal quando ele encheu meu cu de porra. Foram os urros de “cachorra” que me indicaram o fim do meu suplício. Meu rosto estava molhado de lágrimas, o dele de suor. Meu cu gotejava agora, quando ele tirou o pau que amolecia de dentro de mim. Ele enfiou o dedo no meu cu, tirou e disse:
– Tá no cio, cachorra? Tá sangrando que nem uma cadela no cio. Agora vai se limpar e depois volta aqui.
Eu fui, sonâmbula, as pernas bambas, me lavar na pia do banheiro das mulheres.  Não consegui nem me olhar no espelho. Quando voltei ele estava rodando a minha calcinha no dedo.
– A gente vai deixar tudo como tá, e se você foi boazinha, posso até te comer de novo.
Ele cheirou minha calcinha e a jogou de volta pra mim. Enquanto a vestia, ali, na frente dele, pensava quando seria o próximo serão. Afinal, ele era o homem da minha vida.

sábado, 25 de junho de 2011

Puta ou pura?

Ele lutou um pouco para abrir o sutiã. Dela, claro, já que ele não usava sutiã. Enquanto tentava tirar os ganchinhos que impediam seu total acesso aos peitos dela, perguntava-se o que ela estaria achando. Ela poderia pensar que sua inabilidade motora era produto de pouca experiência. Ele tentou evitar essa linha de pensamento, pois sentiu seu pau perder um pouco da dureza. Para contornar a situação, não só voltou sua atenção para a porra dos ganchos do sutiã, mas passou em revista, pela milhonésima vez, sua lista de parceiras sexuais: 37. Sua idade, aliás.
Ufa! Ele pensou, ao libertar os peitos dela. Grandes, mamilos marrons-claro. Pegava neles como se fossem prêmios, troféus a serem analisados. Apertou o biquinho do peito direito entre o polegar e o indicador. Pressionou-o e ela suspirou mais forte, de olhos fechados, e com a mão acariciando seu pau, agora mais duro. Ele puxou-a pelo peito e o colocou na boca. Mamou e deu uma pequena mordida no mamilo do peito direito, enquanto apertava o esquerdo. Não pensava em nada além da sensação de ter um peito macio na boca e uma mão que apertava seu pau, embora o vai-e-vém fosse delicado.
Naquele momento ele decidiu que ela era boa de cama. Ela sabia como masturbá-lo, Sua técnica era perfeita. Pensou em quantas mulheres já haviam errado feio tentando fazer aquele movimento tão simples. Pensou, também, que se ela fazia aquilo tão bem era porque deveria ter tido muita prática. Vagabunda! Mas não, ela não era mulher de muitos homens. Ou pelos menos era nisso que ele queria acreditar. Ele gostava dela. E mais ainda porque agora ela se distanciava dele, para se ajoelhar e colocar seu pau na boca. Aaah! Ela não tinha medo de chupar uma pica. Nossa, ele poderia se casar com aquela safada. Olhava para baixo e a via, freneticamente engolindo seu pau e olhando para ele com um ar inocente. Ele agarrou os cabelos longos, lisos e escuros dela, puxou um pouco para trás, querendo ver de um ângulo melhor como ela enfiava tudo na boca, e lambia sem parar. Foi quase dolorido quando ela, de repente, parou. Mas a dor, naquele segundo em que durou, valeu a pena, porque ela começou a lamber e engolir as bolas dele. E do jeito que ele gostava.
Vagabunda, ele pensou novamente. Não é possível que ela tivesse pouca experiência. Da primeira vez que saíram, ela deixara que ele tocasse seus peitos por cima da blusa, mas quando suas mãos se aventuraram pela pele, ela recuou. Da segunda vez ela havia roçado a mão no seu pau, por cima da calça. Quando ele fez menção de abrir o zíper ela deu um beijo na bochecha dele, saiu do carro e entrou no prédio. Na terceira vez ela pagou um boquete tímido e curto, uma amostra grátis desse que fazia nele agora. Mas na ocasião anterior ela não tinha ido até o fim, e quando ele tentou enfiar o dedo na boceta dela, ela fechou as pernas, mais uma vez deu um beijo na bochecha e foi embora. Ele ainda com o pau pra fora. De tudo isso ele concluira que ela não era vagabunda, afinal, ela não deu pra ele logo de cara. E depois, ela tinha um jeitinho meio moleca, meio menina, meio purinha mesmo. Mas agora, com a boca da moça mamando o seu pau como se disso dependesse a própria vida, ele se perguntava se ela já não tinha passado por muitas mãos.
Para postergar o esporro que se aproximava, e espantar aqueles pensamentos, afastou o corpo um pouco pra trás, curvou-se ligeiramente e pegou a moça pelo braço, para que ela se levantasse. Abraçou-a e beijou-a com força, com língua e saliva abundantes. Jogou-a, então, na cama em forma de coração do motel para onde costumava levar as mulheres que queria impressionar. Ela, deitada, olhava pra ele sorrindo, com a expressão de uma menininha esperando o presente de Natal, enquanto conduzia a mão dele para entre suas pernas. Ele deitou de lado e tratou de atender o desejo da moça, enquanto mais uma vez ela agarrava seu pau com a mão. A boceta estava encharcada. Recebeu um dedo, depois dois. Enfiar três dedos foi mais difícil, ela era apertadinha. Na lógica dele, se ela era apertada era porque não havia tido muitos parceiros... mas podia ser também porque só dava para homens com pau fino. Ou podia ser que a boceta dela não fosse visitada por nenhum pau por muito tempo, e fechou de novo. Sabia lá ele como se comportam as bocetas!
Sentir o calor dela gerou nele uma vontade intensa de sentir também seu gosto. Ele fez questão de percorrer o caminho até a fonte. Beijou-lhe mais uma vez a boca, o pescoço, os peitos, a barriga um pouco saliente, e chegou lá. Ela tinha poucos cabelos para proteger a boceta e um cheiro suave, de mulher limpa. Quando ele aproximou a boca da entrada dela, sentiu que era afastado, e ela disse “Não, eu não quero.” Falou quase chorando. E ele aproximou seu rosto do dela e a beijou, enquanto enfiava o dedo onde antes pretendia enfiar a língua. Brincou ali por poucos instantes, retirou o dedo e o colocou na boca. Chupou o dedo como se o tivesse retirado de um pote de mel. Foi com sofreguidão que, vendo esse gesto, ela o beijou e se postou, deitada, em cima dele, buscando conduzir com a mão seu pau para dentro de si.
Quando ela se sentou, o som que saiu dela o aturdiu. Era um sussurro gritado, se é que isso existe. Mas ele não saberia descrever de nenhuma outra forma. Ele sentiu que seu pau entrava fundo na boceta dela, rasgando-a. Seu sorriso inocente foi substituído por uma expressão meio selvagem, que o fazia ter medo. Ela se requebrava no pau dele, mordendo o lábio inferior e olhando fixo pra ele. Ele agarrava a bunda dela, tentando acompanhar seu ritmo com as estocadas do seu pau. Por uma fração de segundos sentiu pena dela, de boceta tão apertadinha, de rosto tão puro, ser fodida assim pelo seu caralho. Mas como a pena veio, foi embora. Agora ele só queria arrombar a moça, alargar sua boceta, esporrar naquela cara de bicho que ela fazia conforme rebolava freneticamente no pau dele.
Quando sua irmã os apresentara, a única coisa que ele pensou foi nos peitões dela, e em como seria bom apertá-los com força. Mas como ela era colega de sua irmã, professora de jardim de infância, imaginara que seu interesse por sexo deveria ser nulo e, quando muito, era daquelas que trepavam estendidas, paradona, em cima de uma cama. Era ele quem tinha que parar agora, pela segunda vez, se controlando para não gozar. Com um gesto brusco, rolou por cima dela, prendendo firme suas mãos. A expressão de selvageria sumia aos poucos do rosto da moça, enquanto ele bombava a pica na boceta que agora lhe dava livre passagem. Ela olhava pra ele, enquanto ele olhava pra baixo, obcecado pelo vai e vem. Ela disse: “Fode a sua puta.” E a voz dela era doce. Ela era puta, ele pensou, e teve certeza quando olhou pra ela, que agora o desafiava a fodê-la, de fato. Ele aumentou a força das bombadas, segurou o rosto dela com firmeza e perguntou: “É assim que você gosta, piranha?” Ela sorriu de olhos fechados, gemendo angustiada. Ele não se conteve e lhe deu um tapa. Sua mão pesada estalou no rosto da moça, que gritou... de prazer. Ele sentia as contrações do gozo dela no seu pau, deu-lhe outro tapa, e ela gemia mais.  Ele não precisava mais segurar. Deu uma, duas, três bombadas, tirou o pau, segurou o rosto dela, que abriu a boca, pronta pra receber sua porra.
Ela engoliu e ele pensou: “É puta!”.